Maria Felícia de Jesus Sacramentado, Carmelita Descalça, 1ª Beata do Paraguai

2018-06-16 4 Por admin

 

 

A Venerável Serva de Deus, Maria Felicia de Jesus Sacramentado, conhecida como «Chiquitunga», vai ser beatificada no próximo domingo, dia 23 Junho, no estádio Club Cerro Porteño, na capital do Paraguai.

«Teve uma vida de acção missionária, de apostolado e contemplação. Ela soube unir o que Jesus falava sobre Marta e Maria: acção e contemplação». É um modelo de santidade para a juventude do Paraguai: «Estamos admirados com a espiritualidade de uma jovem e queremos que ela seja a padroeira da juventude paraguaia».

Maria Felicia Guggiari Echeverría nasceu em Villarrica, Paraguai, a 12 de Janeiro de 1925, no seio de uma família cristã. Seu pai se chamava Ramón Guggiari e sua mãe Arminda Echeverría.

Em 1941, com 14 anos, Maria Felícia ingressou na Acção Católica de Villarica. Serviu a Deus na catequese das crianças, ajudando os jovens trabalhadores, os estudantes universitários, servindo os pobres, doentes e idosos nas suas necessidades materiais e espirituais. Desejava ser santa para poder ajudar os outros.

Praticou sempre a piedade, a união com Deus: a meditação, a missa, a comunhão diária, os quinze mistérios do Rosário.

Dedicou-se ao apostolado da oração. Foi fiel à sua vocação: «Deus meu, que será de mim? Servi-Te, servir-Te, servir-Te com integridade de vida onde quer que seja, porém, consagrando-te minha pureza e virgindade» (Diário de Vida, p. 59).

Desejou ser missionária, mas Nosso Senhor tinha para ela outro desígnio.

Aos 30 anos, no dia 2 de Fevereiro de 1955 entrou no mosteiro das Carmelitas Descalças de Assunção, onde tomou o hábito da Virgem Santíssima. A 14 de Agosto recebeu o nome de Maria Felícia de Jesus Sacramentado. No ano seguinte, fez a profissão religiosa nas mãos da Madre Teresa Margarida do Sagrado Coração.

Em 2 de Fevereiro de 1955, aos 30 anos, ela fez os votos das Carmelitas Descalças de Assunção.

Aos 34 anos, teve hepatite infecciosa. Foi obrigada a ser internada em Janeiro de 1959.

A 28 de Março de 1959, Domingo de Páscoa, faleceu, com 34 anos. Durante sua agonia, ela pediu à Madre superiora e a outras duas irmãs ali presentes para lerem «Morro porque não morro» de Santa Teresa de Jesus. As últimas palavras da Chiquitunga foram: «Querido Papai, sou muito feliz! Como é grande a religião católica! Que alegria encontrar com meu Jesus! Sou muito feliz!» e «Jesus, eu te amo. Que doce encontro! Virgem Maria!».

A 13 de Dezembro de 1997, começou o seu processo de beatificação. Em 2010, foi declarada «venerável» por Bento XVI. A 1 de Junho de 2017, a junta médica do Vaticano comprovou a sua intercessão na cura milagrosa de Angel Ramón, um recém-nascido que, em 2002, reviveu, depois de permanecer durante 20 minutos sem sinais vitais após o parto.